Papiloscopia

Indice

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 Laudos Papiloscópicos

 Fatos e Fotos

 Impressões Digitais em Cartuchos deflagrados

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 Identificação Papiloscópica Uma Abordagem Científica

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Impressões Digitais em Cartuchos Deflagrados

Professores da Academia de Polícia, da área de papiloscopia, com o objetivo de revelar fragmentos papilares em capsulas deflagradas, realizaram testes utilizando uma pistola .40 e .45 e um revólver .38.

Os disparos foram realizados no estande da Academia, as munições eram novas, as .40 e .45 ACP, e a .38 Spl, já os exames para revelar os fragmentos foram realizados no laboratório de papiloscopia, que também fica no prédio da Academia, e foram utilizados os seguintes materiais: uma câmara ou capela, um umidificador o reagente químico cianoacrilato, pós reveladores e pincel de pelos.

No dia 11 de julho, foram realizados trinta disparos com a pistola .40 ACP, em seguida as capsulas foram inseridas na câmara e foram umidificadas, foi utilizado o reagente químico cianoacrilato e pós reveladores, no entanto não foram revelados fragmentos com qualidade para identificação e individualização de suspeitos.

Na data do dia 12 de julho, foram realizados cinqüenta disparos com a pistola .45 ACP e trinta e seis disparos com o revólver .38 Spl, foi realizado o mesmo procedimento anterior, e novamente não foram revelados fragmentos nas capsulas .45 ACP, no entanto, nas capsulas .38 Spl, foi um sucesso, todas as capsulas revelaram fragmentos e em 29 delas com qualidade suficiente para identificar e individualizar a pessoa responsável por municiar a arma.

No dia 13 de julho foram realizados mais trinta disparos com o revólver .38, desta vez as capsulas ficaram expostas ao sol por dois dias, e no dia 15 de julho foram inseridas na câmara e umidificadas por dois minutos e foi utilizado o reagente químico cianoacrilato por 40 segundos em seguida pós reveladores e novamente foram revelados fragmentos com qualidade suficiente para realizar exames de confronto papiloscópico.

  

Assim, podemos concluir que um paradigma foi quebrado, afinal, afirmavam que não era possível revelar fragmentos em capsulas deflagradas devido ao calor excessivo após os disparos. Porém nos revólveres, onde as capsulas ficam “protegidas” no tambor, foram revelados fragmentos com qualidade para exames de confronto. Já nas capsulas .40 e .45, não foram revelados fragmentos com qualidade, concluímos que as capsulas sofrem constantes atritos, desde a alimentação do carregador e a própria mecânica da arma, que a capsula esta em constante “movimento” até ser ejetada, podemos observar que as capsulas sofrem ranhuras em toda sua circunferência, destruindo assim, qualquer possibilidade para revelar vestígios papilares.

Professores: Luís Hiroshi Wada e Marcos Vieira